Autora

A escritora por ela mesma. Que complicado! Vou tentar definir quando nasceu a escritora em mim, mas sei que não é uma tarefa fácil.

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(junte as peças abaixo e descubra mais sobre mim!)

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Bom… Comecei a escrever como todos, obrigada pelas tias da escola nas aulas de redação. Mas, ao contrário de muitos, tomei gosto pela arte da escrita. Sempre li muito, desde que comecei a entender o significado das palavras. Eu era rato de biblioteca na escola onde estudava, daquelas que pedia para a bibliotecária se eu poderia levar 4 livros no final de semana para devolver na segunda feira (o limite era de 3 livros). Li toda a Coleção Vagalume, li muito Pedro Bandeira, Marcos Rey, Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Lou Carrigan…

Aliando o que eu descobri ser um dom a uma imaginação sempre fértil, fui colocando em papel algumas idéias. Nunca escrevi poesias, nem poemas, nem haikais, como é de praxe de adolescentes. Nunca tive a mínima queda pelas rimas, embora ache bonito quem escreve. Não, minha praia sempre foi mesmo a prosa, o ato de contar histórias. E o de criar personagens. Aí já é outro parênteses…

Criar personagens é algo que me anima bastante. Não sei exatamente desde quando, mas usar a imaginação para inventar um personagem e imaginar quais seriam suas reações perante certos fatos, sempre me chamou a atenção. Desde sempre, acho. Desde os teatrinhos que tínhamos que fazer na escola, ainda na infância. Dar esse fugidinha básica da realidade sempre me fascinou. Nesse aspecto específico, o RPG me fisgou até que tardiamente (se comparado com os padrões), com 20 anos feitos.

Juntando essa salada literária com uma mente romântica – que sempre foi apaixonada por histórias de terror, desde clássicos como Drácula, Frankenstein, Dr. Jeckill & Mr. Hyde, passando por histórias de Jack o Estripador, até enveredando por Contos da Cripta e Zé do Caixão, mais no estilo trash – me vi, em 1998, com uma história pronta em mente, em um cenário de sonhos para mim, que é Londres.O fog da cidade, que tive a oportunidade de conhecer em 2001, aliado ao sotaque, ao chá, ao ar e aos meus já criados personagens fizeram a trama fluir ainda mais.

Os que viviam à minha volta na época sabem sobre acessos criativos de ter de sentar em algum lugar qualquer, pegar um bloquinho de papel e anotar uma idéia perdida, isolada, para desenvolver depois. E os brain stormings no meio da faculdade? Só de pensar que eu ia em locais típicos de se jogar truco com os amigos (vulgo Ponto de Encontro, Centro Politécnico, UFPR) para escrever, vejo que não sou mesmo normal… E quem quer ser normal? Eu não!

Nessa época (mais ou menos 2002), cheguei a achar por um momento que tinha terminado de escrever o livro. Surtei! Imprimi uma cópia, encadernei em espiral e dei para alguns amigos ler. Conversei sobre desenhos que acabaram não sendo feitos. Se eu soubesse que a versão 1.0 iria sofrer modificações posteriores nem teria feito isso…

Mas como não se pode viver de ar e de idéias na mente, vi-me na realidade. Formei-me em Farmácia e fui trabalhar. Acabei deixando meus sonhos de escritora de lado por um tempo, mas me arrependo de ter feito da maneira que fiz. Tive que buscar o Rosa Imortal em duas gavetas (uma física e uma mental) para retomá-lo, isso lá por 2004/2005, sendo que não precisava ter parado.

Da retomada e adaptação de novas ideias até o seu real final foram quase mais dois anos; a trama teve seu término criativo em 2006, oito anos após seu debut. Tempo inicial bem marcado pelo meu aniversário de 20 anos e um presente carinhoso de amigos em uma certa festa à fantasia! Ali foi plantada a primeira semente de Rosa Imortal, e amigas como Keila e Juliana sabem o porquê!

Daí me vi com outro dilema. Livro pronto, e agora? Como publicar?

Foi quando comecei a parte mais difícil de todas (não, escrever não é a mais difícil), que foi tentar me colocar no acirrado mercado editorial. Foram inúmeros “nãos”, diversas vezes ouvi que “nossa linha editorial para esse ano já está completa”, entre outros. E a pior das respostas: o silêncio. A indiferença embutida na falta de retorno das editoras machuca mais que um não. Por muitas vezes pensei em desistir, em deixar “Rosa Imortal” pronto, mas na gaveta, sem publicar. Várias foram as tentativas de fechar contrato com editoras, de início todas sem sucesso.

Em meio a esse novelo de lã, resolvi diversificar: se ia ser difícil a publicação, porque não transformar o Rosa Imortal em algo maior, na internet? Nesse momento em minha mente nasceu o Projeto Rosa Imortal. Ou seja, um site/blog, uma fanpage, perfis de facebook… todo um universo criado ao redor dessa Londres fantástica e sobrenatural!

Site indo com suas próprias pernas, tratei de ver a parte técnica do livro, e minha revisora Sabrina foi meu braço direito nessa fase. Nessa mesma época, consegui achar o meu primeiro editor: Carlos Eduardo Bonito. Daí as coisas começaram a ir para frente de verdade, com reais possibilidades de publicar o livro. Com mais o apoio de outras pessoas maravilhosas (Celtic Botan e Renato Klisman, pela capa; Marcelo Paschoalin, pela diagramação), finalmente o sonho tornou-se realidade! O livro “Rosa Imortal: Um Novo Florescer” foi publicado, finalmente, em abril de 2012 pela Editora Literata. Uma longa jornada, mas com final feliz!

Já aberto o caminho, senti-me à vontade de dar continuação à trama. Escrevendo nos poucos horários livres que tenho, consegui publicar mais um pedaço desse projeto: o livro “Rosa Imortal: Sangue & Espinhos”, história que se passa cerca de 40 anos após a primeira, foi publicado em julho de 2013 pela mesma editora! Com mais gente bacana trabalhando junto, claro, como a minha betareader e revisora Paula Vendramini, minha capista Luciana Waack e minha diagramadora Gisele G. Garcia!

Após cinco anos de excelente trabalho com a Editora Literata, o bater de asas tornou-se necessário e fui convidada a compor o Selo Lumus, um selo literário exclusivo para Literatura Fantástica nacional, pertencente à Editora Modo. Com a nova casa, era chegado o momento para uma reestruturação. O texto do livro 1 passou por leitura crítica da Paula e da Lhaisa Andria, as idealizadoras do selo, e ganhou em lapidação, pois foram retiradas arestas que sobraram, além da adequação temporal, que foi a principal crítica que recebi da primeira edição. O amadurecimento do texto foi algo surpreendente! Outras etapas se seguiram, como nova revisão, nova capa e nova diagramação, essas duas últimas ações assinadas pelo excelente trabalho do Denis Lenzi.

Nessa minha caminhada pela profissão de escritora, conheci muita gente legal, fiz muitos amigos escritores, editores, blogueiros, designers, midia developers, revisores, capistas, promoters de eventos… minha visão ampliou-se muito no sentido artístico. Viajei para várias cidades promovendo os dois livros, e pretendo fazer o mesmo com todos os que vierem para o futuro! Porque não penso em parar, não tão cedo! Só para este projeto, estão previstos mais dois livros, fora outras ideias diferentes que andam surgindo em minha mente… mas isso é para outra hora!

Obrigada, de coração, pelo carinho!

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