Entrevista “Acho que cresci”

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AQC: Quando começou a sua paixão pela escrita?

Tâni: Bom, eu sempre gostei de redação na escola, eu era daquelas que se incomodava com número máximo de linhas em um texto! Mas o início de algo mais sério veio no primeiro ano de faculdade, quando alguns personagens foram criando vida em minha mente, e o cenário foi sendo definido. E comecei a passar para o papel!

AQC: Se você não fosse escritora, o que seria?

Tâni: De formação eu sou farmacêutica, e amo o que faço! Mas ainda tenho vontade de cursar letras, para fins de conhecimento, mesmo, não tanto para trabalhar na área.Outra coisa que amo é fotografia, e isso sim eu vou fazer um curso futuramente!

AQC: De onde vem suas principais inspirações para escrever?

Tâni: Bom, eu tenho embasamento romântico clássico e gótico em meus gostos, então gosto do lado dark, do segredo, da investigação, mas pontuado pelo romantismo, pela sedução. E minha paixão pelo vampiro clássico vem desse meio. E algo que me inspira também é o fato de que o ser humano é muito ignorante em toda sua sapiência arrogante, muitas vezes não enxergando o que está próximo aos olhos. Então essa noção de submundo, de sociedade secreta, me atrai bastante também.

AQC: Em seu livro, há personagens inspirados em pessoas que fazem parte da sua vida? Se sim, cite algum.

Tâni: Essa pergunta é até engraçada, sabe? Em se tratando de personagens que, em sua maioria, são imortais, ainda assim consigo colocar alguns paralelos de vida real. O Marcello é um exemplo clássico, estudei com um rapaz que era tão amalucado quanto ele, e me serviu sim de inspiração! Mas todos eles, em algum detalhe pequeno que seja, tem alguma ligação com a vida real, principalmente em minha época de faculdade.

AQC: Como tem sido a recepção do público com seu livro?

Tâni: Olha, a reação tem sido mesmo muito boa, o retorno dos leitores pedindo uma sequência é bem surpreendente, já que o livro tem início, meio e fim, embora alguns ganchos bem colocados permitam a continuação. E outra coisa muito boa tem disso as críticas, todas construtivas, me apontando falhas onde eu não tinha enxergado, e isso nos faz crescer, amadurecer os textos. Sou muito grata por isso.

AQC: Está trabalhando em algum outro projeto atualmente?

Tâni: Sim, estou terminando de escrever as últimas cenas do livro 2, que já está passando por revisão, inclusive. A história vai se passar cerca de 40 anos após a primeira, e já tem nome, “Rosa Imortal – Sangue & Espinhos”. Fora o livro II, eu já tenho algumas ideias para um futuro livro III e um a trama paralela começou a se formar, ainda sem muita definição temporal.

AQC: Quais são seus autores favoritos?

Tâni: Internacionais: Agatha Christie, Anne Rice, J.K. Rowling, John Le Carré. Nacionais: André Vianco, Nazarethe Fonseca, Carina Rissi, Josy Tortaro…

AQC: O que você diria para o pessoal que está começando agora?

Tâni: Escrever um livro, o que as pessoas acham ser a parte mais difícil, normalmente é o mais fácil. Mas a parte burocrática da publicação, como revisão, diagramação, escolher uma editora, essas sim, demandam paciência e perseverança. Mas não desistam! É um caminho longo, mas se você acha que sua história merece leitores, persista! Vale a pena no final!

AQC: Agora um rápido quiz.

Um filme: O grande truque

Um livro: “O segredo de Chimneys”, de Agatha Christie

Uma série: Person of interest

Uma música: Raoul and the kings of Spain, do Tears For Fears

Uma frase: É um trecho de livro, na verdade, do meu “vampirão” querido Lestat, em “Cântico de sangue”, “Em outras palavras, sou condenado a habitar a noite eterna e procuro sangue num tormento interminável. Isso não faz com que eu pareça irresistível?”.

AQC: Algum recado para o pessoal?

Tâni: Vocês que acompanham o blog são leitores, certo? Nunca percam isso, nunca deixem de ler! Faz com que vocês tenham visão crítica do mundo em relação a absolutamente tudo!

E muito importante, sempre valorizem o que temos de bom em nosso país. Está saindo uma leva boa de autores, dos mais variados estilos, e, muitas vezes, não divulgados e reconhecidos da maneira correta. Ajudem na valorização dos autores nacionais!