Entrevista Pausa para um café

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Pausa: O que acha de começar contando um pouquinho sobre como é seu processo de escrita? O que te inspira a escrever?

Tâni: Meu processo de escrita é meio caótico, na verdade! Eu abro diversos arquivos de txt no computador, muitos com apenas ideias esparsas, os “brainstorms”, que depois acabam se tornando ideias mais concretas. Tenho também um bloquinho que anda comigo na bolsa, para ideias esparsas que surjam. Eu gosto da criação dos personagens, isso é algo que vem comigo desde as partidas de RPG, então eu desenvolvo muito a personalidade de cada personagem meu, para avaliar suas reações frente às situações que vou descrevendo.

Pausa: Como resolveu ser escritora? E quem te influenciou a começar a ler e escrever?

Tâni: Eu sempre gostei de língua portuguesa, gostava de redação, gostava de ler, então escrever foi uma consequência. Juntando meu gosto por história e pesquisa, fui tomando prazer pelo desenvolvimento de histórias.

Minha mãe foi e ainda é minha maior influência em literatura. Ela foi professora, e tem uma biblioteca muito grande na casa dela. Sempre estive em meio a livros, desde pequena!

Pausa: Qual é o seu livro e/ou escritor preferido?

Tâni: Posso responder isso em duas frentes que me influenciaram. Anne Rice, em relação ao tema vampiro, e Agatha Christie, em relação a policial e investigação.

Pausa: Qual é a sua relação com os personagens de seus livros, você acaba se apegando muito a eles?

Tâni: E como, viu? Eles criam corpo e alma, na verdade, e em muitos casos, pernas próprias. Então eles demandam minha atenção, e esse vínculo faz com que deixem de ser bidimensionais. Tanto é que tinha dificuldades em matar personagens quando necessário, algo que no segundo livro já amadureci um pouco.

Pausa: Quando publicou seu primeiro livro, foi um processo difícil encontrar uma editora?

Tâni: Sim, com certeza. Eu finalizei o processo criativo do Rosa Imortal em 2006, e desde essa data, estava atrás de editoras. Sem conhecimento na área, enviei muitos originais para análise para diversas editoras, alguns dos quais sequer recebi resposta, nem mesmo negativa. Em 2008, acabei fazendo uma publicação por gráfica online, por demanda, com um serviço de uma empresa americana; infelizmente tornou-se inviável por conta da alta do dólar, e os fretes tornaram-se impraticáveis. Fiquei extremamente realizada quando encontrei a Editora Literata, e o apoio de meu editor Eduardo Bonito, que acreditou na minha ideia desde o início, foi certeiro!

Pausa: Qual a dica você daria aos nossos leitores que estão começando a escrever seus livros?

Tâni: Gente, não desistam! É um caminho difícil, mas, se você realmente acredita que sua história mereça leitores, vá em frente. Tenha noção de que muitas vezes você terá que ceder em alguns aspectos, modificar algumas coisas, até por questão de público alvo, mas vale muito a pena. E outra: não se precipitem! Tem muita editora boa no mercado, mas infelizmente ainda tem muito picareta por aí!

Pausa: Para você, qual é a melhor coisa em ser escritor?

Tâni: Atualmente, posso dizer que o retorno dos leitores, a existência de fãs de sua história e de seus personagens. Isso para mim é tudo!